15.5 C
Canoas
quarta-feira, agosto 4, 2021

Motorista de Porsche é julgado por morte de advogada em 2011 em SP

Must read

Com ídolos do futebol, primeiro Torneio Internacional de Footgolf será no Guarujá

Várias lendas do futebol brasileiro participarão do evento a ser realizado no Guarujá O Footgolf é um esporte muito semelhante ao golfe, realizado em um...

Presidente do SCPE será jurado no concurso Comida di Buteco

O concurso Comida di Buteco, que teve quatro adiamentos no ano passado devido à pandemia, vai realizar o evento este ano, entre os dias...

Empresário Robson Ouro Preto assume a Diretoria de base do Sete de Setembro

O Sete de Setembro de Garanhuns segue se reforçando após a permanência na Série A1 do Campeonato Pernambucano e a base do clube é...

Luciano Szafir passa por cirurgia abdominal devido a complicações da Covid-19 e segue sedado

Foto: Reprodução/Internet O ator Luciano Szafir, de 52 anos, foi submetido a uma cirurgia abdominal nesta quarta-feira (07). Internado com Covid-19, ele foi intubado devido...
Avatar

Empresário Marcelo Malvio Alves de Lima foi condenado a 6 anos de prisão em regime semiaberto pela morte de Carolina Santos, em 2011; Ele recorreu da decisão e seguirá em liberdade.

Marcelo Malvio Alves de Lima

O engenheiro e empresário Marcelo Malvio Alves de Lima, de 44 anos, foi condenado nesta terça-feira (26) a seis anos de prisão no regime semiaberto pela morte da advogada Carolina Menezes Cintra Santos em um acidente de trânsito em 2011, em São Paulo.

Marcelo foi julgado e condenado por homicídio por dolo eventual, no qual se assume o risco de matar. Há oito anos, ele dirigia seu Porsche embriagado e em alta velocidade. Depois bateu no carro da vítima, um Hyundai Tucson. Carolina, que também havia bebido, morreu na colisão. A vítima tinha 28 anos À época.

Como já respondia ao processo em liberdade, o engenheiro continuará solto e não irá cumprir a pena. Sua defesa ainda recorreu da condenação da Justiça e aguarda uma decisão.

O julgamento começou na segunda-feira (25) no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital. O júri popular foi conduzido pelo juíza Giovanna Christina Collares, da 5ª Vara. Doze testemunhas foram ouvidas, além do réu, que foi interrogado.

O Ministério Público (MP) acusou Marcelo pela morte de Carolina, na madrugada do dia 9 de julho de 2011 na esquina das ruas Tabapuã com a Bandeira Paulista, no Itaim Bibi, área nobre da Zona Sul da capital de SP.

Segundo laudos periciais, o empresário estava guiando seu automóvel a 116 km/h, velocidade incompatível para a via, que tinha limite de 60 km/h.

A defesa de Marcelo Malvio Alves de Lima queria a desclassificação do crime de homicídio por dolo eventual, no qual se assume o risco de matar. Os advogados do motorista do Porsche pediram para o Supremo Tribunal Federal (STF) classificar o crime como homicídio culposo, sem intenção de matar.

Os ministros do STF, porém, negaram o pedido e mantiveram o entendimento da Justiça paulista de que houve dolo no crime.

Os casos de homicídio por dolo eventual são levados a júri popular, no qual sete jurados decidem pela absolvição ou condenação do réu, cabendo ao juiz apenas a leitura da sentença ou aplicação da pena. Nos casos de homicídio culposo, porém, o julgamento e aplicação da pena são feitos diretamente por um juiz, sem a participação popular.

Segundo testemunhas, o Porsche passou em alta velocidade no sinal verde e o Huyndai avançou o vermelho. Com o impacto, os carros foram parar em um poste, um em cima do outro, a mais de 20 metros de onde havia sido a batida.

Carolina tinha 28 anos quando morreu. O laudo do exame toxicológico feito na advogada indicou que ela tinha bebido e estava com álcool no sangue.

Imagens gravadas por celular logo após o acidente mostram o motorista saindo andando, lamentando o dano causado ao seu veículo (veja vídeo com reportagem da época e foto logo acima).

Marcelo chegou a ser detido à época pela polícia, mas pagou uma fiança de R$ 300 mil para responder solto ao crime.

A Justiça também havia bloqueado os bens do empresário naquela ocasião. A medida judicial pretendia garantir o cumprimento de uma futura ação de danos morais ajuizada pela família da vítima.

O que dizem?

A defesa do réu recorreu da decisão, mas não foi localizada pelo G1 para comentar o assunto.

Em abril, o advogado de Marcelo, Celso Sanchez Vilardi, afirmou que continuaria defendendo a tese de que seu cliente se envolveu num crime sem intenção de matar. “Essa tese será levada ao júri”, falou.

Após a condenação de Marcelo, o promotor do caso, Rogério Leão Zagallo, disse que “a acusação contra o réu foi aceita na íntegra pela Justiça”.

“O resultado do julgamento espelha a necessidade de punir com maior rigor o réu, o qual se comportou de forma a assumir o resultado de matar, causando o trágico fim de uma vida. Justiça feita”, disse o advogado Antonio Sergio Altieri de Moraes Pitombo, contratado para defender os interesses da família de Carolina e assistente da acusação.

 

- Advertisement -

More articles

Latest article

Com ídolos do futebol, primeiro Torneio Internacional de Footgolf será no Guarujá

Várias lendas do futebol brasileiro participarão do evento a ser realizado no Guarujá O Footgolf é um esporte muito semelhante ao golfe, realizado em um...

Presidente do SCPE será jurado no concurso Comida di Buteco

O concurso Comida di Buteco, que teve quatro adiamentos no ano passado devido à pandemia, vai realizar o evento este ano, entre os dias...

Empresário Robson Ouro Preto assume a Diretoria de base do Sete de Setembro

O Sete de Setembro de Garanhuns segue se reforçando após a permanência na Série A1 do Campeonato Pernambucano e a base do clube é...

Luciano Szafir passa por cirurgia abdominal devido a complicações da Covid-19 e segue sedado

Foto: Reprodução/Internet O ator Luciano Szafir, de 52 anos, foi submetido a uma cirurgia abdominal nesta quarta-feira (07). Internado com Covid-19, ele foi intubado devido...

Coletes de Futebol Personalizados e Coletes para Eventos

Coletes Personalizados são ideais para identificar e perceber pessoas em eventos, ações de marketing, feiras e esportes em geral. Os coletes podem conter a estampa...