Um boletim emitido pela Climatempo destacou que os indícios da formação do fenômeno El Niño no oceano Pacífico Equatorial se intensificaram. Essa informação foi revelada em um relatório da NOAA (Administração Nacional para os Oceanos e Atmosfera) dos Estados Unidos, divulgado em 14 de maio.
A análise aponta que “agora estamos em ‘alerta de El Niño’, um estágio superior à avaliação feita em abril, que era um ‘estado de atenção’ para o possível retorno do fenômeno. O próximo passo será ‘confirmar’, o que significa que ‘El Niño realmente se formou’”, afirmou a Climatempo.
Embora a Climatempo tenha destacado esses avanços, é importante ressaltar que fazer previsões sobre a intensidade do El Niño requer prudência. No entanto, tudo leva a crer que o evento que se aproxima deverá ser, no mínimo, de grande magnitude.
Atualmente, a NOAA estima uma probabilidade de 82% de que o El Niño se manifeste entre maio e julho de 2026. Além disso, as chances aumentam para 96% de que o fenômeno atue entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, período correspondente ao verão no Hemisfério Sul e ao inverno no Hemisfério Norte.
Os sinais
De acordo com a Climatempo, o oceano Pacífico Equatorial tem demonstrado um aquecimento gradual nas últimas semanas. Na semana passada, a temperatura na área conhecida como Niño 3.4 estava cerca de +0,4°C acima da média histórica, embora ainda não tenha alcançado o limite crítico de +0,5°C necessário para uma caracterização oficial do El Niño.
Mesmo sem atingir esse marco, os sinais tanto no oceano quanto na atmosfera continuam a reforçar a expectativa da formação do fenômeno nas próximas semanas.
“As projeções recentes da NOAA indicam que os modelos oceânicos-atmosféricos continuam apontando para um aumento significativo das temperaturas na região central e leste do Pacífico Equatorial durante o segundo semestre de 2026”.
<pSegundo a NOAA, as águas abaixo da superfície do Pacífico Equatorial têm se aquecido por seis meses consecutivos. No início de maio de 2026, as temperaturas subsuperficiais ao longo da costa peruana mostraram um aquecimento generalizado e consideravelmente acima da média.
Expectativa sobre início e intensidade
<pPortanto, a Climatempo sugere que o El Niño deve começar a se estabelecer entre o final de maio e o início de junho. Contudo, os efeitos mais significativos devem ser observados principalmente na primavera, quando normalmente o fenômeno ganha força e exerce maior influência sobre o clima no Brasil e em outras partes do mundo.
A Climatempo afirma categoricamente que não há dúvidas sobre a formação de um novo El Niño. Quanto à sua intensidade, as previsões mais prováveis indicam que o clima global poderá ser dominado por um El Niño forte.
“Ainda é cedo para afirmar se este será o El Niño mais intenso já registrado ou um ‘super El Niño’, como os eventos históricos de 1997/98 e 2015/16; no entanto, os modelos preveem um cenário de aquecimento bastante significativo. Por isso, os impactos esperados devem ser relevantes, com potencial para um comportamento climático semelhante ou até mais severo do que foi observado durante o El Niño anterior em 2023/24”, comentou Ana Clara Marques, meteorologista e analista climática da Climatempo.
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