15.7 C
Canoas
domingo, outubro 24, 2021

Casal suspeito de desvio milionário na Saúde do Rio alugava casa em condomínio de luxo em Campinas

Must read

Temor de racionamento de energia acelera investimentos na fonte eólica no Brasil

São Paulo, setembro de 2021 – O baixo nível dos reservatórios é o principal tema na pauta do setor de energia. Na prática,...

Geração renovável suporta a demanda de energia no Brasil

A previsão é que a eletricidade gerada pela força dos ventos alcance cerca de 20% de abastecimento da demanda no segundo semestre...

Com propostas em mãos, ex-auxiliar do Real Madrid e ex-técnico do Flu está muito próximo de acertar com time brasileiro

O treinador fez grande trabalho no Palmeiras e chegou a ser auxiliar de Luxemburgo no Real Madrid De volta ao futebol brasileiro, o técnico Paulo Campos já...

Referência no Brasil, Grupo Cash regulariza nome em até 30 dias

O Grupo Cash é referência no setor de créditos no Brasil e tem todos os métodos para aumento do Score para quem está negativo...

Luis Eduardo Cruz e Simone Amaral da Silva Cruz são alvos de uma investigação que aponta desvios de R$ 6,5 milhões. Eles foram presos na manhã desta quinta no Interior de São Paulo.

Organização Social Iabas

Alvos de uma investigação sobre supostos desvios de R$ 6,5 milhões em contratos da Organização Social Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde) com a Prefeitura do Rio, o ex-controlador da OS, Luis Eduardo Cruz, e a mulher dele, Simone Amaral da Silva Cruz, presos em Campinas (SP) na manhã desta quinta-feira (23), tinham se mudado para um condomínio de luxo no Interior de São Paulo havia uma semana.

De acordo com o promotor do Ministério Público (MP) de Campinas, José Claudio Tadeu Baglio, o casal alugou uma residência em um condomínio no bairro Gramado, área nobre da cidade, e morava no local desde de 16 de julho.

Anúncios em imobiliárias da cidade mostram casas milionárias, com valores que chegam a R$ 4,9 milhões. No caso de locação, os custos com o condomínio e o IPTU chegam a R$ 52 mil por mês.

A escolha por Campinas, segundo Baglio, pode ter relação com o fato de que o casal tinha parentes morando na região e até mesmo com a montagem de um escritório na cidade.

Segundo Baglio, assim que a equipe do Rio não localizou o casal no endereço na cidade, surgiu a informação de que eles estavam em Campinas, e um trabalho de investigação foi realizado para localizar o endereço. “Como a mudança tinha sido recente, conseguimos confirmar o local rapidamente”, explicou.

Materiais apreendidos

No imóvel foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos como notebooks, computadores e celulares, além de memórias, pen drives e outros suportes de mídia. De acordo com o promotor, parte do material ainda estava encaixotado.

Ainda segundo o promotor, o cenário na casa indicava uma mudança recente, mas um detalhe chamou a atenção. Eles tinham informações sobre alguns carros que o casal costumava utilizar, mas eles já tinham trocado tais veículos. “Talvez não quisessem ser localizados”.

Apesar disso, a abordagem foi tranquila e não houve resistência por parte dos suspeitos. As diligências foram acompanhadas por advogados do casal.

O casal assim como o material apreendido foi encaminhado para a DIG de Campinas, e de lá foram transferidos até a divisa com o estado do Rio de Janeiro, com apoio do Grupo de Operação Especiais (GOE) onde serão entregues à polícia fluminense.

A operação

Além de Cruz e a esposa, localizados em Campinas, os empresários Marcos Duarte da Cruz e Francesco Favorito Sciammarella Neto foram presos na operação pela Polícia Civil e o MP do Rio de Janeiro (RJ).

Segundo a força-tarefa, a antiga gestão do Iabas recebeu, entre os anos de 2009 e início de 2019 — nas gestões de Eduardo Paes e Marcelo Crivella –, R$ 4,3 bilhões em recursos públicos, dos quais os R$ 6,5 milhões teriam sido desviados. Ainda não se sabe quando esse esquema começou.

Alvos na operação

  • Luis Eduardo Cruz, ex-controlador do Iabas;
  • Simone Amaral da Silva Cruz, esposa de Luis Eduardo;
  • Marcos Duarte da Cruz, irmão de Luis Eduardo;
  • Adriane Pereira Reis;
  • Francesco Favorito Sciammarella Neto, empresário.

Os cinco vão responder por peculato (desvio de recursos públicos), lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

‘Dissimulação’

O MP afirma que o Iabas foi estabelecido pelo grupo criminoso “sob o falso argumento de prestar serviços públicos de saúde, sendo utilizado, na verdade, para o cometimento de centenas de delitos de peculato e lavagem de dinheiro”.

Os investigadores sustentam que foi arquitetado “um complexo esquema criminoso” para a dissimulação do desvio de parte de recursos públicos.

“Apenas do Município do Rio de Janeiro, ente que mais repassou valores à OS, foram desviados mais de R$ 6 milhões a pretexto da execução de serviços de exames laboratoriais, jardinagem nas unidades de saúde, locação de veículos e manutenção predial”, dizem os promotores.

A investigação apura o envolvimento de pelo menos quatro prestadores:

  • Laboratório de Análises Clínicas Ipanema LTDA;
  • Arbóreas Consultoria e Execução de Projetos Ambientais S/C;
  • Escala X Arquitetura Manutenção e Design LTDA EPP;
  • Real Selection Comércio de Veículos LTD.

O que dizem os envolvidos

A assessoria do Iabas afirmou estar colaborando com as autoridades e disse que “aguarda o desenvolvimento das investigações para saber o que há de concreto nas ilações apresentadas pelo Ministério Público do Rio”.

“Todas as prestações de contas relativas aos contratos com a Prefeitura do Rio foram aprovadas, apenas as informações de 2019 ainda estão sob análise”, informou, em nota (veja a íntegra abaixo).

A Prefeitura do Rio afirmou em nota que o Iabas foi desqualificado na gestão Crivella e que o multou em R$ 27,7 milhões (veja a íntegra abaixo).

O ex-prefeito Eduardo Paes divulgou uma nota assinada pelo então secretário de Saúde, Daniel Soranz, em que afirma ter sempre atuado “com transparência e lisura em seus processos de licitação e contratação de empresas e OSs”.

Prisão em 2018

O casal preso em Campinas já havia sido detido em junho de 2018 numa investigação contra a Bio-Rio, um polo de empresas de biotecnologia então administrado pelo casal.

Segundo o MPRJ e a Polícia Civil, a Bio-Rio fez seis convênios com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, entre 2014 e 2016, para a realização de cursos de pós-graduação para médicos do município.

Segundo a investigação, a prefeitura repassou mais de R$ 87 milhões, dos quais R$ 6 milhões foram para cobrir uma taxa de administração.

- Advertisement -

More articles

Latest article

Temor de racionamento de energia acelera investimentos na fonte eólica no Brasil

São Paulo, setembro de 2021 – O baixo nível dos reservatórios é o principal tema na pauta do setor de energia. Na prática,...

Geração renovável suporta a demanda de energia no Brasil

A previsão é que a eletricidade gerada pela força dos ventos alcance cerca de 20% de abastecimento da demanda no segundo semestre...

Com propostas em mãos, ex-auxiliar do Real Madrid e ex-técnico do Flu está muito próximo de acertar com time brasileiro

O treinador fez grande trabalho no Palmeiras e chegou a ser auxiliar de Luxemburgo no Real Madrid De volta ao futebol brasileiro, o técnico Paulo Campos já...

Referência no Brasil, Grupo Cash regulariza nome em até 30 dias

O Grupo Cash é referência no setor de créditos no Brasil e tem todos os métodos para aumento do Score para quem está negativo...

Vitória Lais: Expressividade no Tik Tok e Instagram

Após trancar o curso superior de fisioterapia no início da Pandemia de Covid-19, Vitória Lais, de 21 anos, entrou no mercado de digital influencer...