Na próxima quarta-feira, dia 27, o Rio Grande do Sul receberá um novo lote com 536 mil doses da vacina contra a gripe, conforme anunciado pelo Ministério da Saúde (MS). A entrega, que estava programada para segunda-feira, dia 25, foi reagendada para a nova data, de acordo com informações divulgadas na manhã de sexta-feira, dia 22.
“Assim que as vacinas chegarem à Secretaria da Saúde (SES), serão distribuídas às coordenadorias regionais, que se encarregarão de encaminhá-las aos municípios para a vacinação da população”, informou o governo estadual em comunicado.
A distribuição seguirá o mesmo modelo já utilizado desde o início da campanha de vacinação. O intuito é garantir a continuidade da imunização dos grupos prioritários contra o vírus influenza com essas novas doses.
Com essa nova remessa, o total de vacinas recebidas pelo Rio Grande do Sul deverá ultrapassar a marca de 3,4 milhões até 2026. A expectativa é que esse número alcance cerca de 5,2 milhões até a conclusão da campanha voltada aos públicos prioritários estabelecidos pelo MS.
Desde o início da campanha em 28 de março, aproximadamente dois milhões de pessoas foram vacinadas no estado. A cobertura vacinal entre os grupos prioritários — incluindo crianças entre seis meses e menores de seis anos, idosos acima de 60 anos e gestantes — está em torno de 41%. Esses grupos já receberam cerca de 1,3 milhão de doses até agora.
Cobertura vacinal por grupo prioritário no RS
- Idosos (60 anos ou mais): 45,2%
- Crianças (6 meses a menores de 6 anos): 23,5%
- Gestantes: 43,2%
- Total geral: 41%
A meta estabelecida para a vacinação é alcançar uma cobertura de 90%, focando especialmente em crianças, idosos e gestantes. Esses grupos são considerados prioritários devido às suas estimativas populacionais definidas pelo MS. Para os demais grupos prioritários, o monitoramento é feito com base na quantidade de doses aplicadas.
A importância da vacinação
A vacinação é fundamental para prevenir complicações relacionadas à gripe. Além de diminuir o risco de casos mais severos da doença, a imunização ajuda a reduzir internações hospitalares e óbitos, protegendo assim toda a comunidade.
“A SES enfatiza que as pessoas pertencentes aos grupos prioritários devem procurar as unidades de saúde mais próximas para receber a vacina. Esses indivíduos foram identificados como estando em maior risco de agravamento da doença ou exposição ao vírus”, acrescentou o órgão em nota.
Os dados atuais sobre hospitalizações por gripe no Rio Grande do Sul reforçam a necessidade de proteger os grupos mais suscetíveis, especialmente crianças e idosos. Até este ano, foram registradas 782 internações por síndrome respiratória aguda grave (Srag) relacionadas aos vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e B.
Dentre essas internações, cerca de setenta por cento ocorreram com crianças até quatro anos e idosos. Em relação aos óbitos causados pela gripe no Estado, o cenário é ainda mais preocupante: oitenta por cento das mortes ocorreram entre pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.
Quem pode se vacinar
Lista dos grupos prioritários e suas respectivas estimativas populacionais no Estado:
- Crianças com seis meses até menores de seis anos: 662.692
- Gestantes: 84.055
- Puérperas: 13.812
- Idosos com 60 anos ou mais: 2.380.658
- Povos indígenas: 40.704
- Quilombolas: 17.552
- Pessoas em situação de rua: 4.128
- Trabalhadores da saúde: 453.064
- Professores dos ensinos básico e superior: 153.385
- Profissionais das forças de segurança e salvamento: 28.178
- Profissionais das Forças Armadas: 38.899
- Pessoas com deficiência permanente: 464.668
- Caminhoneiros: 128.564
- Trabalhadores do transporte coletivo: 29.034
- Trabalhadores portuários: 4.051
- Trabalhadores dos Correios: 5.347
- População privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional: 41.693
- Pessoas com doenças crônicas: 665.072
