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quinta-feira, maio 26, 2022

95% dos brasileiros acreditam ser possível aliar desenvolvimento e conservação na Amazônia, diz CNI

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Uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Instituto FSB Pesquisa mostra que 95% dos brasileiros acreditam que é possível aliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental na Amazônia. De acordo com o levantamento, 98% dos entrevistados se dizem preocupados com o meio ambiente. Ao todo, oito em cada dez brasileiros acreditam que o país é capaz de explorar a floresta de forma inteligente, preservando os recursos naturais. Para 93% dos entrevistados, preservar a Amazônia é fundamental para a economia brasileira. Na opinião do presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcelo Thomé, é a atividade econômica que vai garantir que não haja crimes ambientais. “Na medida em que se dá uma destinação econômica a um território, a uma floresta, unidade de conservação ou a uma região é possível, por meio de uma operação estruturada com tecnologia, com ações de mitigação aos impactos causados pela atividade econômica preservar e conservar o entorno do empreendimento.”

O presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Carlos Bocuhy, ressalta que não é possível falar em desenvolvimento econômico na Amazônia sem mencionar a recuperação ambiental. Segundo Bocuhy o brasil já atingiu um nível de 17% de devastação da Aazônia, sendo que o limite é de 25%. Se esse índice for alcançado, a Amazônia pode sofrer uma desertização, o que diminuiria as chuvas e provocaria seca em todo o continente sul-americano. “40% de toda água que abastece a América do Sul provem da umidade que transpassa pela Amazônia. Uma vez que você retira a floresta você vai provocando mais secura dentro do continente como acontece no Pantanal hoje”, afirma. A pesquisa da CNI ouviu, por telefone, duas mil pessoas nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

*Com informações da repórter Nicole Fusco

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