Uma mulher foi detida após sua filha, de apenas 12 anos, sofrer queimaduras severas em Rio Grande, localizada na região Sul do Brasil. A criança foi descoberta por um parente com o corpo em chamas dentro de sua residência. Ela apresentou queimaduras de 1º, 2º e 3º graus, necessitando de intubação e sendo transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Durante os atendimentos médicos e as investigações policiais, a menina afirmou que a responsável pelas agressões teria sido sua mãe.
A detenção da mulher foi convertida em prisão preventiva na última quinta-feira (24). Na delegacia, ela optou por não se manifestar.
A decisão da juíza de plantão, Letícia Barbosa Hernandorena, para a prisão preventiva ocorreu após a análise do caso em flagrante. A magistrada constatou indícios suficientes que apontavam para a ocorrência do crime e possíveis responsáveis.
Ao tomar essa decisão, a juíza considerou fatores como a relação entre mãe e filha, a vulnerabilidade da criança, a gravidade das lesões apresentadas e os antecedentes criminais da acusada.
Segundo a avaliação da magistrada, a manutenção da prisão é crucial para assegurar a ordem pública e garantir tanto a integridade física quanto psicológica da menina. Ela também ressaltou que outras medidas cautelares não seriam adequadas para proteger a vítima neste momento.
Além da detenção da mãe, o Judiciário solicitou que o Conselho Tutelar investigue as condições dos outros três filhos da mulher. O caso será encaminhado à 3ª Vara Criminal de Rio Grande.
A juíza ainda enfatizou que este caso envolve uma criança e possíveis atos de violência que podem ser enquadrados na Lei Henry Borel.
