Aumento de casos severos de gripe é registrado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, revela InfoGripe

O estado do Rio Grande do Sul apresenta uma tendência de aumento nos casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) ao longo do tempo, embora ainda permaneça em uma faixa considerada segura para a incidência geral da doença. Essa informação faz parte da mais recente edição do boletim InfoGripe, produzido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que foi divulgada nesta quinta-feira (9).

Quando analisados os dados por tipo de vírus, o crescimento no estado é mais evidente nos casos relacionados à influenza A. O boletim revela que as infecções associadas a esse vírus estão em ascensão em grande parte das regiões Centro-Sul do Brasil, incluindo estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Em uma análise nacional, a Fiocruz observou uma interrupção no aumento ou até mesmo uma redução dos casos graves de influenza A em diversos estados das regiões Norte e Nordeste, além de um declínio nas ocorrências de rinovírus na maior parte do país. Entretanto, os níveis de incidência da influenza A continuam elevados nessas áreas.

A atualização aborda a Semana Epidemiológica 13, que compreendeu o período entre 29 de março e 4 de abril. Durante essa semana, 13 das 27 unidades federativas apresentaram incidência de síndrome respiratória aguda grave em níveis considerados de alerta, com sinais de crescimento ao longo das últimas seis semanas.

Brasil registra mais de 31 mil casos de SRAG

<pNas últimas quatro semanas epidemiológicas, os dados mostram que a prevalência dos casos positivos foi distribuída da seguinte forma: 40,8% para rinovírus, 30,7% para influenza A, 19,9% para o vírus sincicial respiratório, 6,2% para covid-19 e 2% para influenza B. Em relação aos óbitos confirmados com resultado positivo para algum vírus respiratório, a influenza A representou 40,5%, seguida pelo rinovírus com 27,3% e covid-19 com 25%.

No total acumulado desde o início de 2026, o Brasil já notificou 31.768 casos de síndrome respiratória aguda grave. Desses registros, 13.205 resultaram positivos para algum tipo de vírus respiratório.

A pesquisadora Tatiana Portella, integrante do InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza que a vacinação contra a influenza é fundamental para prevenir casos graves e mortes. Ela também recomenda a imunização das gestantes contra o vírus sincicial respiratório a partir da 28ª semana de gestação e sugere o isolamento das pessoas que apresentem sintomas gripais, além do uso de máscara quando não for possível permanecer em casa.

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By Canoas 24 Horas

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