Alerta do IBGE chama atenção para situação delicada da saúde mental de jovens

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe) revelou que três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes. Outra parcela significativa também admitiu ter tido vontade de se machucar de propósito.

O estudo entrevistou 118.099 adolescentes de escolas públicas e privadas em todo o Brasil, sendo considerado representativo do universo estudantil do país.

Além disso, a pesquisa apontou que 42,9% dos alunos se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer motivo, enquanto 18,5% pensam que a vida não vale a pena ser vivida na maioria das vezes.

Onde buscar ajuda

Adolescentes, seus responsáveis e qualquer pessoa com pensamentos suicidas devem procurar apoio em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e serviços de saúde.

O Ministério da Saúde enfatiza a importância de conversar com alguém de confiança e buscar ajuda em serviços de saúde, se necessário.

Alguns serviços de saúde disponíveis para atendimento incluem:

  • Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro, Hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

O CVV oferece apoio emocional e prevenção do suicídio de forma voluntária e gratuita, atendendo por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas por dia de forma sigilosa.

Desamparo

Apesar dos números preocupantes, menos da metade dos alunos frequentava escolas com suporte psicológico, sendo mais comum na rede privada do que na pública.

A presença de profissionais de saúde mental nas escolas também é escassa, estando disponível para apenas 34,1% dos estudantes. Além disso, muitos adolescentes relataram sentir que ninguém se preocupa com eles e não se sentem compreendidos por seus pais ou responsáveis.

Saúde mental e gênero

Os resultados da pesquisa apontam que as meninas apresentam indicadores mais alarmantes em relação à saúde mental do que os meninos.

Autoagressões

Aproximadamente 100 mil estudantes brasileiros tiveram lesões autoprovocadas nos 12 meses anteriores à pesquisa, sendo mais prevalentes entre aqueles que relataram constantes sentimentos de tristeza, irritação, falta de propósito e sofrimento de bullying.

As meninas apresentaram maior proporção de lesões autoprovocadas em comparação com os meninos.

Imagem corporal

A satisfação com a própria imagem corporal diminuiu entre os estudantes desde a última pesquisa, sendo mais baixa entre as alunas. Muitas jovens se declararam insatisfeitas com sua aparência e buscando perder peso, evidenciando questões relacionadas à pressão estética.

By Canoas 24 Horas

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