Toy Story 5″ repete a fórmula, mas promete liderar nas vendas de ingressos

Saudações a todos! Hoje vamos conversar sobre algo que, assim como eu, fascina muitos: as animações. Para começar, deixo uma pergunta reflexiva: qual é o seu filme favorito desse gênero? Sei que essa escolha pode ser desafiadora. No meu caso, consigo destacar duas obras que amo: de Disney, “A Bela e a Fera”, e pela Pixar, “UP: Altas Aventuras”. Agora, vamos falar sobre um dos lançamentos mais esperados do ano: “Toy Story 5” (Disney, 2026).

Embora “Toy Story” (1995) não figure entre meus filmes preferidos, tenho um carinho especial por ele. É inegável a relevância dessa obra no universo das animações. O fato de termos acompanhado a evolução dos personagens ao longo dos anos é algo marcante. Pode parecer estranho falar em crescimento ao tratar de brinquedos, mas mesmo que eles permaneçam inalterados com o tempo, nós aprendemos e amadurecemos junto com as histórias. A franquia se destaca por sua capacidade de dialogar com diversos públicos, transmitindo uma mensagem poderosa sobre a amizade.

Entretanto, surgem opiniões divergentes sobre a continuidade da série. Existem aqueles que acreditam que a trilogia original é suficiente e não necessita de mais filmes (spoiler: eu me incluo nesse grupo). Por outro lado, alguns fãs defendem que há muito mais a ser explorado nesse universo rico em detalhes. Para mim, o ideal seria ter encerrado no terceiro filme. Mas já que um quarto filme foi lançado, resolvi conferir. A continuação trouxe uma nova perspectiva sobre o papel dos brinquedos na vida das crianças e como a imaginação pode transformar objetos comuns em tesouros especiais. Foi uma experiência divertida.

Contudo, sabemos que os estúdios frequentemente seguem uma lógica mercadológica: “se há lucro, vamos continuar”. E assim foi anunciado o quinto filme da franquia. Ao escrever estas linhas, sinto um turbilhão de emoções conflitantes. Mesmo tendo ido ao cinema com expectativas moderadas, gostaria de ter saído mais satisfeito do que realmente saí. Lembram da nossa conversa sobre “O Diabo Veste Prada 2”? A sensação era parecida; fui para a cabine com sentimentos ambíguos e acabei enfrentando o mesmo dilema aqui. Enquanto escrevo, tenho vontade de reassistir os filmes anteriores para tentar entender melhor meus sentimentos em relação a este novo lançamento.

Muitos podem argumentar que o filme é feito para o público infantil. Porém, lembro-me bem da cabine de imprensa de “A Casa Mágica da Gabby: O Filme”, voltado para crianças a partir de três anos, onde me diverti imensamente! O ponto não é esse! Embora “Toy Story 5” não possa ser considerado um “filme ruim”, ele parece carecer da conexão emocional presente nas produções anteriores. Ele carrega o título e os personagens icônicos, mas falta aquela essência cativante que fez do original algo tão especial. Isso realmente me entristece: ver uma franquia amada correr o risco de se tornar apenas mais um “filme esquecível”.

Além disso, meu receio quanto à The Walt Disney Studios produzir apenas para garantir bilheteira se confirmou. Parece haver um certo receio em arriscar novas abordagens criativas. O filme tinha em mãos uma premissa promissora: discutir como a tecnologia pode impactar positivamente ou negativamente na vida das crianças. Aqui estou apenas refletindo… Pergunto-me qual é o grau de responsabilidade da direção ou do estúdio nas escolhas do roteiro; será que tentaram inovar mas acabaram sendo vetados?

Reitero: não se trata de um filme ruim. Contudo, quando analisado sob uma perspectiva mais ampla, ele acaba se revelando fraco. As duas narrativas principais – sem revelar spoilers – envolvem as questões emocionais das crianças (mesmo que Andy ou Bonnie não sejam os protagonistas) e as aventuras dos brinquedos protagonistas.

Neste novo capítulo da saga parece haver um foco excessivo nas experiências dos brinquedos, relegando as necessidades de Bonnie a um segundo plano. Esses temas tinham potencial para serem mais profundos mas foram tratados superficialmente. Essa frustração surge especialmente ao ver a tecnologia sendo apresentada como vilã e tudo resolvido de maneira simplista no final.

Sinto falta de coragem nesse aspecto. É inegável que vivemos em uma era onde a tecnologia faz parte integral do nosso cotidiano; essa é uma realidade incontestável. No entanto, esperava-se um impacto maior na forma como isso foi abordado no trailer e no filme em si. Não tenho crianças por perto – gostaria até de ouvir opiniões daqueles que têm filhos – mas raramente vejo crianças brincando ativamente; frequentemente as encontro fixadas em telas eletrônicas em shoppings ou praças.

Estamos vivendo numa realidade quase monocromática? Talvez eu esteja sendo nostálgico… Mas sou da geração de 1992 e recordo que havia muitas opções interessantes para as crianças na época. Ir ao McDonald’s era verdadeiramente especial: um ambiente vibrante onde os pais muitas vezes faziam sacrifícios financeiros para garantir aos filhos os brinquedos promocionais dos lanches. Havia espaços para brincar e até coletávamos tazos economizando para poder comprar salgadinhos! A própria Disney oferecia sites atraentes com conteúdos interativos à medida que a tecnologia avançava.

Hoje em dia parece que toda essa mágica se dissipou; você compra cereais matinais e não encontra mais brinquedos dentro das caixas – apenas QR Codes direcionando você para games no celular! Não estou dizendo que devemos recuar no tempo como Peter Pan rumo à Terra do Nunca; crescer faz parte da vida assim como adquirir responsabilidades e amadurecer é necessário. Contudo, sinto que toda alegria inerente à infância parece ter desaparecido; estamos nos tornando reféns da tecnologia ao invés de utilizá-la como aliada?

Para aqueles apaixonados pela franquia “Toy Story”, provavelmente encontrarão motivos para apreciar este novo filme. Entretanto, olhando sob outra ótica, fico triste ao ver uma produção repleta de significado se transformar em algo tão insípido… Não tenho dúvidas de que será um sucesso nas bilheteiras e gerará merchandising licenciado… Mas a quê custo? Essa é minha visão acerca de “Toy Story 5”. Estou curioso para conhecer sua opinião também! Um forte abraço.

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By Canoas 24 Horas

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